Autoconhecimento, Existencialismo, Sartre (2009)
O Homem possui uma
existência que precede sua essência:
Nós não nascemos
Homens, nos tornamos Homens, a partir de nossas ações, ao longo de nossas
vidas.
“Não existe uma
natureza humana dada e imutável, não há determinismos, o homem é livre, o homem
é liberdade.”
“O Homem está
condenado a ser livre: condenado, porque não se criou a si próprio; e (...)
livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.”
O Homem é o que ele
faz, o que ele fez de si mesmo e nada mais:
“...o gênio de Racine
é a série das suas tragédias, e fora disso não há nada; por que atribuir a
Racine a possibilidade de escrever uma nova tragédia, já que precisamente ele a
não escreveu?”
“...O Homem
primeiramente existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se define.”
De início, o Homem
não é nada, e só será alguma coisa – e será esta coisa! – a partir do momento
em que fizer algo de si mesmo.
“O Homem é
definível”:
É definido pelo que
fez; se não puder ser definido é porque nada fez, logo, não é nada.
O Homem é o seu
“próprio projeto”, ou seja, ele nada mais é do que a sua “imagem”: seus feitos,
atos, sua vida, enfim.