Ah, Rasta... (05/11/2018)

 

Hoje foi um dia bem interessante; fizemos o primeiro ensaio para a gravação do curta-metragem ‘A Valsa das Sombras’, e isso reviveu em mim sentimentos que eu pensava terem ficado no passado... Lembrei-me de você, Rasta, e do que me levou a escrevê-la... Embora o roteiro tenha sido escrito com um colega do curso (que não está mais...), o argumento, a história é minha, é nossa... Você foi o anjo que surgiu, que veio para salvar o poeta (eu!), para dar a ele (a mim!) novas inspirações, novos motivos para viver, para continuar a caminhada... Serei eternamente grato por isso, Rasta!! Se depender disso, o Paraíso já é seu!!! heeh... me ajudando, você ganhou muitos pontos com o Cara lá de cima!!! Você me ajudou a sair da depressão, mesmo não parecendo, eu estava melhor, estava melhorando... Você e o curso de cinema me ajudaram! E isso foi uma coincidência também: eu começar o curso ao mesmo tempo em que lhe conheci... me lembro que, quando nos vimos pela primeira vez, eu tinha acabado de fazer a prova do CAV...

Para tudo ficar perfeito, faltava apenas pegar as minhas coisas de volta e me mudar. Mas infelizmente, em pouco tempo, paramos de nos ver... cai na depressão outra vez: somando a sua falta, à saudade da minha avó e aos problemas familiares, que você bem sabe...

Aí entrou 2018 e, no começo desse ano, consegui recuperar as minhas coisas e me mudar, e, para tentar lhe esquecer, me envolvi com uma garota (aquela que te ligou!), mas ela era, é totalmente o oposto do que você era, é... ela me enganou e  me humilhou (outra coisa que também nunca vou esquecer...), por conta disso perdi um semestre do curso de cinema... por sorte não perdi o curso, consegui trancá-lo... Hoje, exatamente um ano depois, estou de volta ao curso, filmando a “nossa história”...

O interessante do dia foi o laboratório que o ator que interpretará o poeta fez: foi um mergulho em mim... me entendendo, ele entendeu a personagem, o que enriquecerá o trabalho!!

Ainda gosto muito de você, Rasta, mas sei que nunca ficaremos juntos... entendo, respeito e aceito... Mas isso não impede que fiquemos juntos de outra forma: que as melancolias e saudades sejam sublimadas na arte! Que as vãs paixões se transformem em Amor e possam inspirar outras pessoas, assim como você me inspirou...

Postagens mais visitadas deste blog

Autoconhecimento, Existencialismo, Sartre (2009)

Sobre o Jazz (2009)

Memória e Patrimônio (2008)