Carta A & A (2011)

 

Outubro/2011  

                      

Olá Ana e Alexandre,

 

Por favor, peço que aceitem estas palavras como um pedido de desculpas, pois, não sei quanto a vocês, para mim as coisas estão péssimas, por tudo que aconteceu e ainda acontece...

Eu sei que agi de maneira errada: não devia ter insistido, sabendo da verdade... (mas não me contive!).

Pensei que pudesse enterrar a história e seguir como se nada tivesse acontecido, mas aí aconteceu de encontrar você, Ana, de novo no curso da pós – rola até um boato de que eu entrei no curso só para lhe “perseguir”, o que não é verdade, pois me lembro de ter comentado com você, numa das duas vezes que fui à Cultura, que iria fazer essa pós. Continuando, quando lhe vi no primeiro dia, pensei até em trancar o curso e deixar para o ano que vem, mas o que eu iria dizer aqui em casa? O pessoal já está quase me matando porque não arrumo emprego!... Então, vou continuar, mas como está não dá! Pelo menos para mim...

Alexandre, eu sempre achei você um cara legal, e não mudei minha opinião (mesmo depois daquele e-mail, que de certa forma mereci mesmo!). Eu já gostava da Ana fazia tempo, desde quando ela namorava aquele cara que saiu... E, quando ele saiu, resolvi (em vã cruzada) tentar algo, o problema foi que eu não parei, mesmo quando vocês se uniram... Aí começou o erro...

Eu tenho esse problema de sempre gostar da pessoa errada! Não que a pessoa seja errada, mas o gostar é sempre errado... Sempre sonho com aquela Flor no alto da montanha...

Quantas Lolas, Quaresmas, Loduccinhas (essa era uma fiore dell’Italia...) e acrescento agora Rivas (hum.... como seria, se houvesse, o plural de Rivas?...) passaram e se foram... Algumas delas nem podem me ver mais!

Para provar que o “destino” não está do meu lado, além do curso de pós, outra coisa aconteceu: eu andei entregando uns currículos e me cadastrando em alguns sites, e vejam o que aconteceu: fui chamado para uma dinâmica, adivinhem onde! Tã tã tãtããã... na Livraria Cultura do Shop. Villa Lobos!  Bom, eu fui (Renata era a moça do RH), mas não fiz esforço nenhum para entrar, só fui para saber como era uma dinâmica em grupo, pois me contaram que você, Alexandre, trabalha lá!

Ana, não vou negar que ainda gosto de você (“só um novo amor pode a saudade apagar”), na verdade, ainda gosto de todas aquelas que citei acima (heeh), mas não farei mais nada! E quero que os DOIS saibam disso, meu momento flaneur pelas vitrines (estantes) da livraria acabou! Os e-mails chatos param aqui!

Outra coisa que me incomoda muito é pensar que você, Ana, não foi à festa de formatura por minha causa... Se esta foi a razão, sinto muito, pelos dois!!

Enfim, não sei se esse texto é um pedido de desculpa ou um grande desabafo, mas vamos tentar melhorar isso?

Para terminar (aí vai mais uma besteira minha!), eu estou tentando corrigir todos os meus erros do passado, porque, se os espíritas estiverem certos quanto à reencarnação, eu não quero voltar.

 

Obrigado.

 

Rafael Rezende                                                    






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