Neste pequeno texto, pretendo escrever um pouco sobre o Jazz, com base nos dois autores que utilizei em meu seminário (Jazz e Samba): um é François Billard, No mundo do Jazz – Das origens à década de 50 , o outro é Roberto Muggiati, O que é Jazz (Coleção Primeiros Passos da Editora Brasiliense). Os dois autores tratam da história social do Jazz, desde a sua origem, no início do século XX, até a sua decadência nas décadas de 1960, 70 e 80, com o advento do Rock e outros estilos “pop”. O estudo, nas duas obras, é feito a partir dos músicos, dos jazzmen; é claro, não podemos estudar o Jazz sem os músicos que o desenvolveram, o tornaram o que é. Jazz é música e música é uma arte, uma criação humana, logo, não pode ser estudada, analisada fora de seu contexto histórico, ela é, como todas as ações humanas, fruto de seu tempo; mesmo sendo, enquanto arte, algo atemporal, ou seja, que não está fechado ao seu “próprio tempo” (tempo de origem?), mas atravessa, está presente em todo o...
Este texto pretende fazer uma breve análise sobre o povo na história, ou melhor, sobre o povo em dois períodos históricos: na Inglaterra do século XVII e antes e depois da Revolução Francesa. Para tanto, utilizarei dois autores estudados em sala de aula, são eles: Christopher Hill (‘Os pobres e o povo na Inglaterra do século XVII’) e Albert Soboul (‘A Revolução Francesa’). Como povo, hoje, consideramos todos os habitantes de um Estado, mas, como veremos, não era o que os indivíduos destes dois períodos estudados pensavam. Só os nobres, os clérigos e a burguesia em geral (sendo esta alta ou baixa) eram considerados como membros do povo. Podemos então notar que a grande massa urbana e rural, sem posses, não entrava na classificação dos chamados cidadãos de respeito, os “bons homens“. E, dessa forma, a população era controlada pelos “verdadeiros cidadãos” e a “ordem social “ mantida em função do constante progresso a que viviam e desejavam os burgueses. No texto do historiad...
O Homem possui uma existência que precede sua essência: Nós não nascemos Homens, nos tornamos Homens, a partir de nossas ações, ao longo de nossas vidas. “Não existe uma natureza humana dada e imutável, não há determinismos, o homem é livre, o homem é liberdade.” “O Homem está condenado a ser livre: condenado, porque não se criou a si próprio; e (...) livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.” O Homem é o que ele faz, o que ele fez de si mesmo e nada mais: “...o gênio de Racine é a série das suas tragédias, e fora disso não há nada; por que atribuir a Racine a possibilidade de escrever uma nova tragédia, já que precisamente ele a não escreveu?” “...O Homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se define.” De início, o Homem não é nada, e só será alguma coisa – e será esta coisa! – a partir do momento em que fizer algo de si mesmo. “O ...