O Homem possui uma existência que precede sua essência: Nós não nascemos Homens, nos tornamos Homens, a partir de nossas ações, ao longo de nossas vidas. “Não existe uma natureza humana dada e imutável, não há determinismos, o homem é livre, o homem é liberdade.” “O Homem está condenado a ser livre: condenado, porque não se criou a si próprio; e (...) livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.” O Homem é o que ele faz, o que ele fez de si mesmo e nada mais: “...o gênio de Racine é a série das suas tragédias, e fora disso não há nada; por que atribuir a Racine a possibilidade de escrever uma nova tragédia, já que precisamente ele a não escreveu?” “...O Homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se define.” De início, o Homem não é nada, e só será alguma coisa – e será esta coisa! – a partir do momento em que fizer algo de si mesmo. “O ...
Nesta parte do trabalho, pretendo analisar o MASP, desde a escolha do lugar, bem como a sua fundação e a aquisição das obras. E, por fim, analisarei um pouco de sua trajetória até os dias de hoje. A idéia de construir um museu de arte foi do grande empreendedor Assis Chateaubriand (Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo). Este foi o criador e diretor da maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados , que consistiam em 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal ( O Cruzeiro ), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora . Chateaubriand estava com uma idéia de construir um museu de arte e, em uma ocasião, teve a felicidade de se encontrar com o arquiteto italiano Pietro Maria Bardi (que era casado com a arquiteta Lina Bo Bardi). Este e sua esposa, Lina Bo Bardi, estavam, neste ano de 1946, no Rio de Janeiro, apresentand...
Este texto pretende fazer uma breve análise sobre o povo na história, ou melhor, sobre o povo em dois períodos históricos: na Inglaterra do século XVII e antes e depois da Revolução Francesa. Para tanto, utilizarei dois autores estudados em sala de aula, são eles: Christopher Hill (‘Os pobres e o povo na Inglaterra do século XVII’) e Albert Soboul (‘A Revolução Francesa’). Como povo, hoje, consideramos todos os habitantes de um Estado, mas, como veremos, não era o que os indivíduos destes dois períodos estudados pensavam. Só os nobres, os clérigos e a burguesia em geral (sendo esta alta ou baixa) eram considerados como membros do povo. Podemos então notar que a grande massa urbana e rural, sem posses, não entrava na classificação dos chamados cidadãos de respeito, os “bons homens“. E, dessa forma, a população era controlada pelos “verdadeiros cidadãos” e a “ordem social “ mantida em função do constante progresso a que viviam e desejavam os burgueses. No texto do historiad...